Segundo a FIEPE a indústria da construção civil já lançou mais de cinco mil imóveis em 2008

Um ano para não esquecer. Até 2008, 2003 tinha sido o grande ano da construção civil em Pernambuco, com 2,5 mil apartamentos e casas lançados no mercado. Nos primeiros oito meses deste ano, um recorde: segundo a Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe), foram lançados 5 mil imóveis no estado.

As vendas também cresceram neste mês de agosto: 56% em relação ao mesmo período do ano passado – para a Fiepe, este é o melhor agosto dos últimos cinco anos. Esse sucesso foi possível por conta do aumento da oferta de crédito, segundo dizem os especialistas da área.

“Antes o consumidor só podia contar com o financiamento da Caixa Econômica ou das empresas. Atualmente, outras instituições financeiras fazem esse papel e é cada vez mais raro a construtora financiar o imóvel”, aponta o diretor comercial Gabriel Dubeaux.

Outra explicação para este crescimento na oferta tem a ver com a vinda de empresas do Sudeste para Pernambuco – são dez no total. Uma invasão bem-vinda, segundo o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon): “O consumidor ganha porque, muitas vezes, essas empresas focam no mercado mais popular”, aponta Gabriel Neves.

Alta na oferta e também no valor das prestações. O funcionário público Reginaldo Valença Júnior comprou um imóvel quando decidiu se casar. Financiou uma parte pela construtora, com o reajuste das prestações pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC). Quando assinou o contrato, há três anos e meio, a parcela era de R$ 1.380. Agora custa R$ 2.014. “Esse novo valor pesa no orçamento, não tenha dúvida”, lamentou Reginaldo.

O INCC é calculado com base no preço dos materiais de construção. Este ano ele disparou 9,24%, enquanto em 2007 não passou de 6,15%. Os números são da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção , que revela também que os campeões de aumento foram o cimento, o tijolo e a areia, que subiram em torno de 13,5%.

Transtornos à parte, para a economista Mônica Mercês, da Fiepe, o tempo é de comemorar. “A perspectiva, segundo estudos que nós temos aqui, é que a gente tem a necessidade não só de construção de residências, mas de escolas, hospitais, toda infra-estrutura que uma cidade nova necessita” avalia.

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