Construção civil cresce e traz mais empregos para o setor
O bom momento da construção civil em Pernambuco é flagrante. Para se ter uma idéia, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) do estado cresceu 7,1%, o setor aumentou sua produção em 20% em relação ao mesmo período do ano passado.
Este crescimento pode ser demonstrado pelo aumento da procura dos materiais de construção. Entre eles, um dos que mais se destaca é o cimento. O crescimento das vendas do produto chega a 27,3% em relação ao segundo trimestre de 2007. Mais disputado, o concreto – feito a base do cimento – ficou 9,5% mais caro.
Somente nas obras de construção do estaleiro Atlântico Sul, em Suape, são gastos 15 mil metros cúbicos de concreto. Com essa quantidade, dá para construir cinco prédios de 30 andares.
Ao invés de comprar o produto, o estaleiro contratou duas usinas. Não foi suficiente, e, para não depender de fornecedores, uma usina provisória foi instalada – ela será desativada logo depois do fim das obras.
Dificuldade para encontrar material de construção, dificuldade também para contratar profissionais. No estaleiro, 2 mil operários trabalham dia e noite. Em todo o estado são 60 mil pessoas empregadas, 50% a mais que no primeiro semestre do ano passado, pelas contas do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon).
De acordo com o ministério do trabalho, esta é uma tendência é nacional. Em agosto passado, o emprego no setor bateu o recorde de todos os meses de agosto. Cresceu 2,6% mais que os outros setores da atividade econômica.
Em Pernambuco, mesmo no inverno, quando muitas obras são interrompidas, surgiram 13.360 novas vagas. No Recife, jovens se preparam para entrar nesse mercado. É o caso da estudante Maria Eduarda, aluna do curso de técnico em edificações, que tem duração de dois anos. A jovem já está estagiando.
“Meu objetivo é sempre crescer, sempre buscar mais dentro da minha área, afinal, tão precisando de pessoal”, avaliou.